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    <title>Revisitando o impasse euclidiano à luz do ensaio</title>
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  <abstract>O presente artigo pretende retomar o "impasse euclidiano" sobre o gênero literário de Os sertões. Argumento que os termos do debate - sobre a obra de Euclides ser uma obra de literatura ou ciência, de ficção ou sociologia - estão equivocados e que o entendimento sobre o gênero literário a que Os Sertões pertence ganha mais clareza quando se discute o ensaísmo na cultura brasileira. O ensaio foi o gênero por excelência da esfera pública brasileira no final do século XIX e início do século XX, quando as universidades não existiam e a literatura ainda desempenhava papel central na cultura brasileira. O ensaio, fundindo ciência mal digerida com imaginação literária, mobilizava várias dicções ideológicas, estilos e abordagens de muitas disciplinas para conhecer novos aspectos da realidade nacional (dimensão cognitiva) e invocar a resolução dos problemas identificados (dimensão propositiva). Sem ser uma obra que se filie à ciência ou à ficção, Os sertões faz uso dessas instâncias para interpelar o leitor a re-examinar as premissas da nacionalidade. A pragmática da obra se baseia nesse apelo interpelador, que é a principal função do ensaio na cultura brasileira. O artigo conclui que a dicotomia classificatória entre literatura e ciência é insatisfatória para entender o alcance que o livro de Euclides da Cunha tem na cultura brasileira e pretende compreender esse alcance por meio da discussão do ensaio.</abstract>
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      <text>No. 73, Sep.-Dic. 2007, p. 11-28</text>
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