02214nab a2200229uuc4500001000800000005001700008008004100025035001200066035002100078040001300099041000800112100004200120245005500162520151500217650002001732650003801752650003801790650003601828773009101864942001001955999001901965123181320240513085850.0110214e20070901 por  a1231813 a(OCoLC)820574482 ccomduadb apor10aMelo, Alfredo Cesar4auteaut961565110aRevisitando o impasse euclidiano à luz do ensaio3 aO presente artigo pretende retomar o "impasse euclidiano" sobre o gênero literário de Os sertões. Argumento que os termos do debate - sobre a obra de Euclides ser uma obra de literatura ou ciência, de ficção ou sociologia - estão equivocados e que o entendimento sobre o gênero literário a que Os Sertões pertence ganha mais clareza quando se discute o ensaísmo na cultura brasileira. O ensaio foi o gênero por excelência da esfera pública brasileira no final do século XIX e início do século XX, quando as universidades não existiam e a literatura ainda desempenhava papel central na cultura brasileira. O ensaio, fundindo ciência mal digerida com imaginação literária, mobilizava várias dicções ideológicas, estilos e abordagens de muitas disciplinas para conhecer novos aspectos da realidade nacional (dimensão cognitiva) e invocar a resolução dos problemas identificados (dimensão propositiva). Sem ser uma obra que se filie à ciência ou à ficção, Os sertões faz uso dessas instâncias para interpelar o leitor a re-examinar as premissas da nacionalidade. A pragmática da obra se baseia nesse apelo interpelador, que é a principal função do ensaio na cultura brasileira. O artigo conclui que a dicotomia classificatória entre literatura e ciência é insatisfatória para entender o alcance que o livro de Euclides da Cunha tem na cultura brasileira e pretende compreender esse alcance por meio da discussão do ensaio. aEuclides977005 7aEnsayos brasileños2lemb949390 7aLiteratura y ciencia2lemb961321 7aFormas literarias2lemb98562020 tRevista Letras (Curitiba)gNo. 73, Sep.-Dic. 2007, p. 11-28w330454x0100-08880108490 cARIMP c576731d576731